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Amcham alerta sobre riscos de retaliação comercial contra os EUA

A Câmara Americana de Comércio no Brasil (Amcham) está se posicionando contra a aplicação de medidas de retaliação por parte do Brasil em resposta às tarifas comerciais estabelecidas pelos Estados Unidos. Em uma comunicação recente, a entidade enfatizou a importância de encontrar soluções diplomáticas ao invés de ações diretas de reciprocidade.

Abertura de processo de reciprocidade

No dia 13 de agosto de 2026, o governo brasileiro anunciou oficialmente que está iniciando um processo para avaliar a possibilidade de aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica. Este movimento foi provocado pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre exportações do Brasil. A abertura desse processo, no entanto, não implica em uma decisão imediata para implementar medidas retaliatórias. Trata-se de uma fase inicial de análise, onde o governo brasileiro irá estudar cuidadosamente se as ações dos EUA justificam a aplicação de contramedidas legais.

Apelo por diálogo e diplomacia

A Amcham, ao ver a abertura desse processo, fez um apelo para que sejam intensificados os diálogos diplomáticos e as negociações de alto nível entre os governos brasileiro e norte-americano. O objetivo é reduzir as tarifas adicionais e prevenir a imposição de novas barreiras comerciais. A organização esclareceu, em comunicado, que a adoção de eventuais contramedidas pode levar a um aumento dos custos para empresas e consumidores, prejudicar cadeias produtivas e investimentos, além de complicar as relações comerciais e políticas com os Estados Unidos.

Opinião das empresas

Um levantamento realizado pela Amcham mostrou que a maioria das empresas, 90,5%, prefere uma solução baseada em diálogos com os EUA, ao invés de focar em medidas de reciprocidade, que apenas 3,2% das empresas apoiam. Para a entidade, é crucial que a estratégia do Brasil nesse contexto seja conduzida com critério, moderação e equilíbrio, considerando seriamente os impactos econômicos e com a participação efetiva do setor empresarial.

Consulta aos empresários

De acordo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o governo ouvirá empresários brasileiros e estrangeiros para entender melhor os possíveis efeitos da aplicação da Lei da Reciprocidade antes de tomar qualquer decisão. Essa consulta é essencial para garantir que qualquer medida futura não prejudique ainda mais o ambiente econômico e as relações bilaterais.

A Amcham, que reúne empresas dos dois países com interesses em negócios conjuntos, continua a monitorar a situação e defender soluções que preservem o comércio e o investimento entre Brasil e Estados Unidos sem recorrer a retaliações que possam causar mais danos econômicos e políticos. A entidade acredita que o equilíbrio e a cooperação internacional são fundamentais para evitar uma escalada de tensões comerciais.