O Estado do Rio de Janeiro está sob um intenso foco de operações policiais nesta quinta-feira (13). A Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMERJ) conduziu ações em várias comunidades, visando combater o Comando Vermelho (CV). Um total de 27 batalhões, além das unidades especializadas do Comando de Operações Especiais (COE), participam dessas operações, que ocorrem tanto na capital quanto em municípios da região metropolitana.
Objetivos das operações
A meta principal do esforço policial é enfrentar crimes que vão desde roubos de veículos e cargas até a contenção da expansão da facção criminosa. As equipes estão focadas em cumprir mandados de prisão, apreender armas e drogas, recuperar veículos roubados e remover barricadas instaladas por traficantes para bloquear o acesso a comunidades.
Especificamente, as operações estão ocorrendo não apenas na cidade do Rio, mas também em São Gonçalo, Niterói, Magé, Itaboraí, Duque de Caxias, São João de Meriti e Queimados. Essas últimas cidades compõem a área conhecida como Baixada Fluminense.
Incidentes durante as ações
Na Cidade de Deus, uma agitada troca de tiros resultou em dois homens feridos. Em meio a essa situação, foram apreendidos uma pistola, uma granada, um radiotransmissor e drogas. Os indivíduos feridos foram socorridos e levados ao Hospital Municipal Lourenço Jorge.
Outra operação, no Quitungo, localizado em Brás de Pina na zona norte, levou à prisão de um homem suspeito de envolvimento na morte do sargento Marco Antônio Matheus Maia em dezembro de 2024. Junto a ele, a polícia encontrou um fuzil AR-10.
No Morro do Andaraí, também na zona norte, a intervenção buscou conter uma disputa territorial entre quadrilhas, que trouxe medo à comunidade local. Segundo dados do Instituto Fogo Cruzado, apenas em julho, foram registrados 34 tiroteios na região metropolitana, motivados por confrontos entre facções e milícias, um aumento significativo comparado a junho.
Desdobramentos da violência
No Complexo do Chapadão, os policiais focaram em desmontar barricadas utilizadas para proteger quadrilhas de roubo de carga. Já na Vila Vintém, na zona oeste, duas prisões ocorreram e um fuzil foi apreendido nas comunidades da Coronel e da Nova Brasília, em Niterói.
Essas operações ocorreram após um incidente em que Aline de Siqueira Affonso, uma fonoaudióloga, foi baleada durante um confronto no ônibus em que estava, em Vicente de Carvalho. Segundo o Instituto Fogo Cruzado, Aline se tornou a milésima pessoa baleada na região metropolitana do Rio em 2026, com um total de 537 mortes e 463 feridos até agora.
As estatísticas alarmantes indicam que aproximadamente metade das vítimas foram atingidas durante operações policiais. Do total de vítimas, 63 pessoas foram alvejadas por balas perdidas, resultando em 15 mortes e 48 feridos. O coordenador da ONG, Carlos Nhanga, ressalta que a violência armada impacta não apenas as áreas de conflito, mas também oferece graves riscos a quem circula pela cidade, seja em ônibus ou outros meios de transporte.
