Na manhã de 26 de agosto de 2026, uma operação policial na Zona Norte do Rio de Janeiro desencadeou uma série de eventos que culminaram em criminosos utilizando 18 ônibus como barricadas em diversas ruas do bairro de Cascadura. A ação foi em resposta à operação realizada pela Polícia Militar nas comunidades do Campinho e do Fubá.
Operação Policial e Prisões
Equipes do 9° Batalhão de Polícia Militar (Rocha Miranda) e do 18° BPM (Jacarepaguá) participaram da operação que resultou na prisão de quatro indivíduos suspeitos de envolvimento com atividades criminosas. Durante a abordagem, houve um confronto armado, após o qual os criminosos fugiram para uma área de vegetação densa.
A corporação relatou que um dos suspeitos foi baleado e encaminhado para o Hospital Estadual Carlos Chagas. Além disso, um outro suspeito sofreu uma parada cardíaca e veio a falecer. Essas medidas fazem parte do esforço das forças de segurança em combater uma facção criminosa que atua nessas comunidades.
Os criminosos utilizaram os ônibus nas vias Clarimundo de Melo, Ernani Cardoso e na Avenida Dom Hélder Câmara com o intuito de atrapalhar e desmobilizar a operação dos policiais, impactando 33 linhas de ônibus que operam na região.
Reforço na Segurança
A resposta policial incluiu o uso de forças de elite, como o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), Batalhão de Polícia de Choque (BPChq), Batalhão Tático de Motociclistas (BTM), além de outras unidades para garantir a segurança na área. Eles também confiscaram uma pistola, uma granada, um rádio comunicador, seis carregadores de fuzis, um carregador de pistola e uma quantidade de drogas ainda a ser contabilizada.
Impacto nas Instituições de Educação
A Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro informou que até o início da tarde nenhuma escola estadual precisou ser fechada devido aos incidentes. As escolas localizadas nas comunidades do Fubá e do Campinho continuaram a operar presencialmente, apesar do ocorrido.
Situação na Saúde
No âmbito da saúde, a Secretaria Municipal de Saúde comunicou que uma unidade de atenção primária atrasou o início de suas atividades, avaliando quando seria seguro retomar o funcionamento. Outras duas unidades seguem abertas, mas tiveram que suspender as atividades externas, como visitas domiciliares, para garantir a segurança do pessoal. Por sua vez, as unidades estaduais de saúde mantiveram sua operação inalterada.
O contexto da operação faz parte de um movimento maior de repressão contra as atividades de facções criminosas no Rio de Janeiro, que têm impactado significativamente a segurança pública e o cotidiano dos habitantes dessas regiões. As operações continuam a ser uma estratégia fundamental da polícia para retomar o controle sobre essas áreas críticas.
