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Emprego formal no Brasil cresce com 58,5 mil novas vagas em julho

Em julho de 2026, o Brasil registrou a criação de 58.568 novos postos de trabalho formais, conforme divulgado pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. Este número representa a diferença entre as contratações e demissões durante o mês. Apesar desse aumento, o saldo foi 57,3% menor que o de junho, quando 137.044 novos empregos foram criados. Além disso, houve uma diminuição de 56,3% em relação a julho de 2025, quando 133.932 postos haviam sido abertos, segundo dados ajustados que incluem declarações entregues fora do prazo por empregadores.

Acumulado do ano

Os dados do Caged para o período de janeiro a julho de 2026 indicam uma diminuição de 20,9% no número total de vagas formais em comparação ao mesmo período do ano anterior. O acumulado no período de 2026 foi de 972.203 vagas, enquanto em 2025 foram registradas 1.229.107 vagas. As estatísticas incluem ajustes feitos pelo Ministério do Trabalho para contabilizar declarações entregues após o prazo.

Desempenho dos setores

Em julho, quatro dos cinco principais setores analisados pelo Caged apresentaram saldo positivo na criação de vagas formais. O setor de serviços liderou com o acréscimo de 24.098 postos de trabalho, seguido pela construção civil (+12.691), agropecuária (+12.523) e indústria, que inclui transformação, extração e outros tipos (+11.315). Apenas o comércio apresentou queda, registrando a perda de 8.114 postos. Historicamente, julho não é um mês forte para o comércio, especialmente para o varejo, que demitiu 3.674 pessoas a mais do que contratou.

Análise regional

O levantamento por regiões mostrou que quatro das cinco apresentaram aumento no número de empregados. O Sudeste teve o maior crescimento, com 21.668 novos postos, seguido pelo Nordeste (18.973), Centro-Oeste (9.943) e Norte (8.375). A região Sul, por outro lado, perdeu 628 postos. Quanto às unidades da federação, 22 estados mostraram saldo positivo, com destaque para São Paulo (+17.814), Mato Grosso (+5.766) e Minas Gerais (+5.199). Entre os estados que tiveram mais demissões do que contratações estão Espírito Santo (-2.605) e Rio Grande do Sul (-903), entre outros. No Espírito Santo, as demissões foram atribuídas ao término da safra de café, enquanto no Tocantins, ao comércio e à agropecuária.

Evolução do emprego formal

No final de julho, o número de trabalhadores com carteira assinada no Brasil totalizava 48.082.866, representando um aumento de 0,12% em relação a junho e de 1,02% em comparação a julho do ano anterior. Essa elevação no emprego formal é um indicativo positivo de crescimento no número de pessoas empregadas de maneira regularizada no país.