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Petrobras aumenta querosene de aviação em quase 14% a partir de outubro

A partir desta terça-feira, 1º de setembro de 2026, a Petrobras implementou um reajuste médio de 13,9% nos preços do querosene de aviação (QAV). Conforme informado pela empresa, este aumento está relacionado às complicações logísticas causadas pela guerra no Oriente Médio, afetando diretamente a indústria do petróleo.

Impactos do conflito no Oriente Médio

Segundo informações da estatal, o preço do QAV, em média, teve um acréscimo de R$ 0,68 por litro. Nas diversas refinarias da Petrobras distribuídas pelo Brasil, o valor do combustível agora varia entre R$ 5,44 e R$ 5,70 por litro. O aumento dos preços nos últimos tempos reflete o aumento das cotações internacionais, impulsionado pelas tensões geopolíticas que têm agitado o Oriente Médio desde fevereiro deste ano, quando se iniciou o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

Um dos fatores principais que provocou a elevação dos preços foi a instabilidade no Estreito de Ormuz, por onde transitava aproximadamente 20% da produção global de óleo e gás antes do conflito. A diminuição na oferta global agravou a situação, fazendo os preços subirem consideravelmente mesmo em mercados locais como o brasileiro, que é produtor de petróleo porém condicionado ao mercado internacional de commodities.

Reajuste no Brasil

Desde o início de 2026, o QAV acumulou um reajuste total de 53,3%, correspondendo a R$ 1,94 a mais por litro. Isso afetou diretamente as despesas operacionais das companhias aéreas no Brasil, dado que o QAV representa cerca de 30% desse custo, de acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Para o consumidor final, ou seja, as companhias aéreas, o impacto pode ser significativo, mas a Petrobras tem buscado mitigar esse efeito permitindo o parcelamento do reajuste para as distribuidoras, medida que foi retomada agora em setembro. O incremento pode ser parcelado em até três vezes mensais, reduzindo, assim, o impacto imediato nos custos das empresas aéreas.

Dinâmica do mercado e fornecimento

A Petrobras é a fornecedora majoritária de QAV no país, possuindo cerca de 85% de participação de mercado. Entretanto, o setor é competitivo e aberto, o que significa que outras empresas também podem importar ou produzir o combustível. Após ser vendido para as distribuidoras, o combustível é transportado e comercializado para as companhias aéreas e demais clientes finais.

A estatal também garantiu que toda a demanda comunicada pelas distribuidoras será atendida, assegurando o fornecimento em meio a esse cenário de reajuste de preços frequentes, que já ocorreu outras vezes ao longo do ano, variando com as circunstâncias do mercado internacional.

Em suma, a variação do preço do QAV é um reflexo direto das condições geopolíticas e da dinâmica de oferta e demanda no setor energético global, impactando consumidores e empresas brasileiras que dependem desse combustível.