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Furto de cabos gera prejuízo milionário no Rio em cinco anos

Uma operação conjunta, envolvendo as Forças de Segurança e a Prefeitura do Rio de Janeiro, está em andamento para combater o furtos de fios de cobre na cidade. Este crime gerou um prejuízo de mais de R$ 69 milhões para os cofres públicos municipais entre 2021 e 2025. O foco principal da iniciativa é a fiscalização de ferros-velhos, locais frequentemente envolvidos na receptação desse material.

Ações Contra Ferros-Velhos

A primeira operação do Núcleo Integrado de Combate a Furtos e Receptação de Cabos foi realizada na quarta-feira, dia 2 de setembro. A CET-Rio, empresa responsável pelo gerenciamento do trânsito no município, relatou o furto de quase 500 quilômetros de cabos de semáforos, com prejuízo de R$ 27 milhões. Além disso, a RioLuz, que gerencia a iluminação pública, informou perdas de R$ 42 milhões devido ao roubo de mais de 1,8 km de cabos de cobre de suas redes.

Os agentes estiveram presentes na Rua Alzira Valdetaro, no bairro do Sampaio, zona norte da cidade, onde dois ferros-velhos foram desativados. Os locais serão reaproveitados para implementar políticas públicas mais eficazes, visando a regularização ambiental e urbanística das áreas afetadas.

Impacto Social e Econômico

O furto de cobre afeta vários setores, incluindo os equipamentos utilizados em sinalização de trânsito, como semáforos e placas, além da fiação elétrica, gerando grandes transtornos à população. O secretário municipal de Ordem Pública, Marcus Belchior, destacou que a ação também está centrada na identificação de receptadores, com o objetivo de quebrar a rede criminosa envolvida no comércio ilegal desse material.

Os locais visados pela operação não se limitaram a ferros-velhos legalizados. Na Avenida Marechal Rondon, sob o Viaduto Armando Coelho de Freitas, ainda na zona norte, uma estrutura utilizada ilegalmente para este fim foi demolida.

Desafios das Autoridades Locais

As operações nos ferros-velhos clandestinos são cruciais, pois estas instalações permitem a continuidade do comércio ilegal de cobre. Segundo Douglas Araújo, subprefeito da zona norte, a região tem sofrido intensamente com o furto de cabos, comprometendo não apenas o sistema de trânsito, mas também causando prejuízos financeiros que não são facilmente cobertos pelas manutenções regulares da cidade.

Este tipo de crime tem um impacto expressivo nas finanças municipais e na qualidade de vida dos cidadãos. As ações conjuntas entre a prefeitura e as forças de segurança buscam não apenas coibir o furto e a receptação, mas também trazer maior segurança e bem-estar à população através de operações contínuas e coordenadas.