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Superávit da balança comercial em agosto atinge US$ 7,4 bilhões

O Brasil registrou um superávit comercial de US$ 7,4 bilhões em agosto, alavancado principalmente pelo aumento nas exportações de petróleo, soja, cobre e café. Este significativo resultado representou um crescimento de 23,8% em comparação ao mesmo mês do ano anterior. Segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) no dia 4 de setembro de 2026, os números refletem o terceiro maior superávit para os meses de agosto desde 1989, ficando atrás apenas de 2023 e 2021.

Crescimento das exportações

O crescimento das exportações foi um dos principais fatores para o aumento do superávit. As exportações totalizaram US$ 33,2 bilhões, registrando um crescimento de 12,2% em relação a agosto de 2025.

Dentre os setores que impulsionaram as vendas externas, destaca-se a indústria extrativa, com um faturamento de US$ 8,3 bilhões, um aumento de 16,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já a indústria de transformação obteve US$ 17,2 bilhões, crescendo 10,2%, e o setor agrícola apresentou US$ 7,4 bilhões, subindo 11,4%. Produtos como minérios de cobre e petróleo bruto foram especialmente destacados por seus desempenhos positivos.

No entanto, nem todos os produtos tiveram crescimento. As vendas de minério de ferro tiveram uma queda de 10,8% devido à redução no preço médio e volume exportado. As exportações de carne bovina também diminuíram, retrocedendo 19,7%, influenciadas pelo limite de importação estabelecido pela China, que proibiu volumes superiores a 1,106 milhão de toneladas sem uma tarifa adicional alta.

Mercados de destino

O crescimento das exportações brasileiras foi registrado em diversos mercados internacionais. Em América do Norte, as exportações alcançaram US$ 4,6 bilhões, subindo 11,5%. Para a Ásia (exceto Oriente Médio), as vendas foram de US$ 13,6 bilhões, um ligeiro crescimento de 0,7%. Enquanto isso, as exportações para a Europa aumentaram para US$ 7,3 bilhões, refletindo um crescimento de 22,1%. Já as vendas para a África subiram 20,5%, totalizando US$ 1,7 bilhão.

Do lado das importações, também houve um incremento nas compras internacionais, totalizando US$ 25,8 bilhões, um avanço de 9,2% quando comparado a agosto de 2025.

Acumulado de 2026

Até agosto de 2026, o Brasil acumula um superávit de US$ 55,3 bilhões na balança comercial. O total de exportações para o período foi de US$ 250,9 bilhões, enquanto as importações atingiram US$ 195,5 bilhões. Esse superávit é o segundo maior já registrado desde o início dos registros em 1989.

Estimativas futuras

Em julho, o Mdic revisou suas estimativas para a balança comercial de 2026. A previsão de superávit passou de US$ 72,1 bilhões para US$ 90 bilhões. As exportações estão estimadas em US$ 394,4 bilhões, enquanto as importações devem alcançar US$ 304,4 bilhões. Estas projeções são mais otimistas do que as do mercado financeiro, que projetam um superávit de US$ 78 bilhões segundo o boletim Focus do Banco Central.

O desempenho de agosto reflete a força das exportações brasileiras mesmo diante de desafios econômicos globais e tensões comerciais internacionais. A balança comercial continua sendo uma importante âncora para a economia do país, sustentada principalmente pelas commodities agropecuárias e minerais.