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Governo destina R$ 10 bilhões para incentivar inovação agrícola

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou uma linha de crédito no valor de R$ 10 bilhões com o objetivo de incentivar a inovação no agronegócio brasileiro. Em uma reunião extraordinária realizada no dia 23 de julho de 2026, o CMN regulamentou os termos dessa linha de crédito, que destina verbas para produtores rurais e cooperativas investirem em tecnologias nacionais que melhorem a produtividade, diminuam os custos e promovam a sustentabilidade no campo.

Essa linha de crédito foi formalizada por meio da Resolução nº 5.331 e conta com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Ela foi inicialmente criada pela Medida Provisória nº 1.374, publicada em 30 de junho de 2026, e agora, com a regulamentação pelo CMN, as operações de financiamento podem ser iniciadas.

Quem poderá contratar

A linha de crédito estará disponível para:

  • Produtores rurais pessoas físicas;
  • Produtores rurais pessoas jurídicas;
  • Cooperativas de produção agropecuária.

Um diferencial importante é a inclusão de produtores rurais pessoas físicas, muitas vezes excluídos de financiamentos direcionados a inovações tecnológicas. Cada beneficiário poderá solicitar até R$ 30 milhões em crédito.

Como funcionará

Os financiamentos não serão concedidos diretamente pelo governo federal. Os R$ 10 bilhões virão do superávit financeiro do governo e serão administrados por bancos e instituições financeiras oficiais, credenciados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), que tem o papel de fomentar a inovação no Brasil.

Os interessados devem encaminhar suas solicitações de financiamento a uma dessas instituições. A Finep irá divulgar uma lista dos equipamentos e projetos elegíveis para financiamento em seu site.

O que poderá ser financiado

A linha de crédito pretende acelerar a modernização das propriedades brasileiras através de tecnologias locais. Entre os tipos de investimentos que poderão ser financiados estão:

  • Agricultura de precisão;
  • Máquinas e equipamentos automatizados;
  • Conectividade no campo;
  • Digitalização da produção;
  • Tecnologias para o uso eficiente de insumos;
  • Sistemas de rastreabilidade na produção agropecuária.

Esses investimentos visam aumentar a produtividade das lavouras, diminuir desperdícios e fortalecer a sustentabilidade da agricultura.

Juros e prazo

Os produtores terão até cinco anos para quitar o financiamento, sem período de carência. As parcelas serão anuais e os juros compostos incluem a Taxa Referencial (TR), mais 3% anuais para a Finep e até 4% anuais para a instituição financeira, totalizando até 7,12% ao ano.

O risco de inadimplência será de responsabilidade do banco que conceder o crédito.

De onde vem o dinheiro

Os recursos para o financiamento provêm do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), a principal ferramenta do governo para apoiar projetos de ciência, tecnologia e inovação.

O que é o CMN

O Conselho Monetário Nacional é o órgão responsável por estabelecer as diretrizes das políticas monetária, cambial e de crédito do Brasil. Atualmente, é composto pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que também preside o conselho, pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

Com a publicação da resolução, a linha de crédito está em vigor e as instituições financeiras já podem começar a operar.