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Desemprego atinge menor nível em agosto desde início da série histórica

A taxa de desemprego no Brasil, no trimestre até agosto de 2026, caiu para 5,3%, um patamar que não era registrado desde o início da série histórica do IBGE, em 2012. Esta notável redução na taxa de desemprego marca um ponto significativo na recuperação econômica do país pós-pandemia. Após anos desafiadores, os números refletem um progresso econômico robusto e uma melhoria nas condições gerais de emprego no Brasil. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística destacou ainda um recorde no número de pessoas empregadas com carteira assinada, além de uma elevação significativa na massa salarial e na quantidade de contribuintes para a Previdência.

Desempenho do mercado de trabalho

A melhora do mercado de trabalho é sublinhada pela taxa de desemprego de 5,3%, uma redução em comparação aos três meses anteriores, quando a taxa estava em 5,6%. Essa tendência de queda demonstra o avanço em relação ao mesmo período do ano passado e sublinha uma recuperação contínua das dificuldades enfrentadas durante a pandemia de COVID-19. Segundo a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, os números estavam em linha com as expectativas do mercado, sugerindo que as políticas econômicas adotadas nos últimos anos estão gerando os resultados esperados.

A pesquisa indicada foi parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, lançada no dia 29 de setembro, que também revelou que a população ocupada atingiu um recorde de 103,5 milhões de pessoas, refletindo um aumento de 0,8% ou 774 mil trabalhadores em relação ao período de três meses até maio. Setores como a indústria geral e construção foram os principais motores dessa expansão, registrando crescimentos de 2% e 4,1%, respectivamente. Estes setores historicamente empregam um grande número de trabalhadores sem altas exigências de qualificação, o que tem sido crucial para absorver a mão de obra disponível.

Evolução do trabalho formal e informal

O número de empregados com carteira assinada no setor privado atingiu um novo recorde, chegando a 39,5 milhões. Este crescimento no emprego formal é positivo porque trabalhos com carteira assinada concedem maior estabilidade e benefícios aos trabalhadores, contribuindo para uma melhor qualidade de vida. A população desocupada foi estimada em 5,8 milhões, uma redução significativa de 4,6% em comparação com os meses anteriores. No entanto, a taxa de informalidade permanece alta, com 37,5% dos trabalhadores operando fora do mercado formal, correspondendo a cerca de 38,8 milhões de pessoas.

A informalidade é uma questão persistente no Brasil, e a alta proporção de informais — que inclui trabalhadores sem carteira assinada, autônomos e empregadores não registrados como CNPJ — demonstra desafios contínuos para alcançar a formalização total do mercado de trabalho. Para muitos, a falta de um contrato formal se traduz em ausência de benefícios como seguro-desemprego, férias remuneradas e contribuição para a seguridade social, limitando o alcance de direitos trabalhistas básicos.

Crescimento da massa salarial

O rendimento médio mensal dos trabalhadores ficou em R$ 3.777, tímido aumento sobre os R$ 3.752 do trimestre anterior. O recorde de renda média aconteceu no primeiro trimestre de 2026, registrando R$ 3.804. A massa salarial total de R$ 385,6 bilhões representa o maior valor já observado, refletindo acréscimos de 1,4% no trimestre e 4,8% no período de um ano. Esse aumento é crucial, não só para a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores, mas também para o estímulo ao consumo e à economia em geral.

Contribuintes da Previdência

A quantidade de trabalhadores contribuindo para a Previdência também bateu recorde, com 68,5 milhões de pessoas. Este é um indicador positivo da saúde fiscal do país, pois mais contribuintes significam maior tranquilidade para o sistema previdenciário. Com 66,2% dos trabalhadores registrados em algum regime de previdência, a cobertura social assegura benefícios futuros como aposentadoria e pensões, abrangendo empregados, empregadores, trabalhadores domésticos e autônomos que contribuem para institutos federais, estaduais ou municipais.

O levantamento do IBGE abrange indivíduos com 14 anos ou mais, considerando todas as formas de ocupação, reforçando os critérios de desemprego ao requerer que a pessoa tenha procurado trabalho nos 30 dias anteriores à pesquisa. Com abrangência nacional, a pesquisa visita 211 mil domicílios, fornecendo um panorama detalhado do mercado de trabalho brasileiro. Vale lembrar que o menor nível de desemprego registrado foi de 5,1% no último trimestre de 2025, enquanto o maior foi de 14,9% durante dois trimestres críticos da pandemia, sublinhando progressos significativos no enfrentamento da crise econômica que os anos de 2020 trouxeram.