Nesta sexta-feira (31), o MetrôRio será palco da campanha “Meu Pai Tem Nome”, que oferece exames de DNA e orientação jurídica gratuita aos cidadãos no centro do Rio de Janeiro.
A ação será realizada pela Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro (DPRJ) e acontecerá entre 9h e 15h, no mezanino do Acesso B (Avenida Chile) da estação Carioca. A ordem de chegada determinará o atendimento. Segundo a defensora pública Larissa Davidovich, é essencial desmistificar o exame de DNA, que é rápido, simples e praticamente indolor, garantindo que mesmo aqueles com limitações financeiras possam participar.
“É importante também desmistificar o exame de DNA, porque muita gente, além de não conseguir ter recursos financeiros para pagar, pode deixar de fazer por medo. Então é importante dizer que esse exame é rápido, simples e praticamente indolor”, informa a Defensora Pública, Larissa Davidovich.
Os interessados devem levar a documentação necessária e todos os participantes da coleta precisam estar presentes. A campanha busca não somente realizar exames de DNA, mas também atender àqueles interessados em reconhecimento voluntário de paternidade ou maternidade, seja biológica ou socioafetiva. Os resultados serão disponibilizados em 15 de agosto, no Dia D da campanha, no Estádio de São Januário.
Como participar
Para participar, os interessados não precisam fazer inscrição prévia, bastando que compareçam com os documentos necessários e façam o cadastro com a equipe da DPRJ presente no local. A documentação requisitada inclui:
- Documento de identidade
- CPF
- Comprovante de residência atualizado
A pessoa que busca reconhecimento deve apresentar a certidão de nascimento ou Declaração de Nascido Vivo (DNV) caso ainda não possua registro. Se aplicável, deve ser apresentada a certidão de óbito do suposto pai ou mãe.
Campanha Meu Pai Tem Nome
Este projeto, de alcance nacional e promovido pelo Conselho Nacional das Defensoras e Defensores Públicos-Gerais (Condege), visa facilitar o reconhecimento de filiação, assegurando direitos fundamentais como pensão alimentícia, herança, benefícios previdenciários e acesso ao histórico de saúde familiar, ao mesmo tempo em que fortalece os laços familiares.
A campanha é uma resposta a uma realidade que impacta muitos no Brasil. Em 2025, 173.112 crianças foram registradas sem o nome do pai em suas certidões de nascimento, o que equivale a 6,9% dos registros no país, conforme dados do Portal da Transparência do Registro Civil. O Rio de Janeiro, especificamente, contribuiu com 12.883 desses registros, representando 7,77% dos nascimentos no estado, uma taxa superior à média nacional. Nos meses seguintes, a campanha continuará percorrendo diversas localidades do estado, aumentando o acesso dos cidadãos a esses serviços vitais.
A Defensoria Pública continuará a divulgar as próximas etapas do projeto.
*Estagiária sob supervisão da jornalista Tâmara Freire.
