O Ministério da Justiça e Segurança Pública, juntamente com os institutos de perícia federais e estaduais, iniciou nesta segunda-feira, 24 de agosto, a quarta edição da Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas. Esta ação visa incentivar parentes de pessoas desaparecidas a fornecerem amostras de DNA que possam auxiliar na identificação destas pessoas. Para os que já participaram anteriormente, não é necessário repetir a doação.
Ampliação dos Pontos de Coleta
A mobilização se estenderá até sexta-feira, 28 de agosto, com 342 postos de coleta espalhados por todas as unidades da federação, incluindo o Palácio da Justiça, sede do ministério em Brasília. Contudo, ressalta-se que a doação de DNA pode ocorrer a qualquer momento nos laboratórios ou institutos de perícia aptos, sem restrições quanto ao tempo de desaparecimento da pessoa procurada.
Para participar, os interessados devem se dirigir a um dos pontos de coleta munidos de documento de identificação e, se possível, uma cópia do Boletim de Ocorrência do desaparecimento ou informações relacionadas, como o número do registro e dados da delegacia responsável.
Orientações para Doadores
O Ministério recomenda que a doação parta de parentes de primeiro grau da pessoa desaparecida. A ordem preferencial é: pai ou mãe biológicos, filhos com seus respectivos genitores, e em seguida irmãos que compartilhem ambos os pais biológicos.
Mesmo crianças são autorizadas a doar material genético, desde que acompanhadas pelo responsável legal. O procedimento é padronizado em todos os pontos de coleta oficiais, sem levar em conta a região do desaparecimento.
Como Funciona a Coleta e a Utilização do Material
A coleta do DNA dos familiares pode ser feita de maneira simples, seja por meio de um cotonete no interior da boca ou uma gota de sangue coletada do dedo. O uso do material é restrito à identificação de pessoas desaparecidas. O DNA coletado é comparado com o de indivíduos não identificados, vivos ou mortos, presentes nos bancos de DNA. Se for identificado parentesco, um laudo é produzido e enviado à delegacia que cuida do caso, a qual entrará em contato com a família.
Essa mobilização não só reforça o papel da ciência forense na resolução de casos complexos, como também apoia as famílias que buscam por seus entes queridos. Iniciativas como esta são fundamentais para dar respostas e, possivelmente, encerrar capítulos dolorosos para muitas famílias brasileiras.
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