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Casos de dengue em São Paulo superam 58 mil em 2023

Desde o começo de 2026, o estado de São Paulo registrou 58.683 casos de dengue e notificou 42 mortes relacionadas à doença. Além disso, outras 30 mortes estão sob investigação, o que pode aumentar o número de óbitos.

A dengue, uma infecção viral transmitida por mosquitos, particularmente o Aedes aegypti, é uma preocupação crescente em regiões tropicais e subtropicais. Essa situação não é exclusiva do Brasil, mas afeta diversos países ao redor do mundo onde o clima e as condições ambientais são propícios para a proliferação do mosquito transmissor.

No contexto de São Paulo, a alta incidência de dengue representa um desafio significativo para as autoridades de saúde. A Secretaria da Saúde de São Paulo informou que, dos casos registrados, 57.402 foram classificados como casos comuns de dengue. Estes geralmente resultam em febre alta, dores musculares, dor atrás dos olhos e erupções cutâneas. Já 1.180 casos foram identificados como dengue com sinais de alarme, uma condição onde os pacientes experimentam sintomas preocupantes, como vômitos persistentes, dores abdominais severas e sangramento nas mucosas. Além disso, 101 casos foram considerados como dengue grave, caracterizada por choque circulatório, sangramento grave e insuficiência de órgãos, exigindo hospitalização imediata.

Até este momento, mais de 297 mil suspeitas de dengue foram descartadas após exames e avaliações clínicas, um número que destaca a eficácia das iniciativas de triagem da saúde pública. No entanto, 7.256 casos continuam sob análise, o que reflete a complexidade e o volume do trabalho que a vigilância epidemiológica tem enfrentado.

Fatores Contribuintes

A urbanização rápida e o crescimento populacional das cidades como Taubaté, que registrou o maior número de mortes, têm exacerbado a questão da dengue. Em Taubaté, as vítimas da dengue variaram em idade de 10 a 79 anos, com quatro pessoas com mais de 80 anos, demonstrando que todos os grupos etários estão sob risco.

Iniciativas Estratégicas

Frente à alta incidência da doença, a Secretaria da Saúde de São Paulo desenvolveu um plano abrangente para combater a proliferação da dengue, sobretudo durante o período crítico de transmissão entre outubro e maio. No mês passado, foi apresentado o Plano Estadual de Preparação e Resposta em Saúde para o Fenômeno El Niño. Este fenômeno climático é conhecido por alterar os padrões climáticos, potencialmente ampliando as condições favoráveis para o mosquito transmissor se reproduzir.

  • Identificação de regiões prioritárias: Áreas afetadas são estrategicamente mapeadas para que os esforços possam ser concentrados onde são mais necessários, usando dados epidemiológicos para guiar as ações.
  • Fortalecimento das salas de situação: O monitoramento ativo é realizado em tempo real para permitir que a resposta seja rápida e eficaz. Assim, qualquer mudança na dinâmica da transmissão pode ser rapidamente abordada.
  • Apoio aos municípios: Os municípios recebem apoio para aprimorar suas capacidades de vigilância e redes de atendimento à saúde, procurando garantir que estejam prontos para uma resposta coordenada e abrangente.

Os estoques de medicamentos e materiais essenciais são mantidos sob avaliação constante para assegurar que as necessidades possam ser atendidas prontamente. O incentivo aos municípios a atualizarem seus planos locais de contingência também é uma parte fundamental do preparo para uma possível escalada nos casos.

Desde 2024, o governo estadual já alocou mais de R$ 1,5 bilhão aos 645 municípios através do programa IGM SUS Paulista, um esforço significativo para melhorar a Atenção Primária e combater as arboviroses urbanas, incluindo a dengue, zika e chikungunya. Esses investimentos visam não apenas a mitigação dos surtos atuais, mas também fortalecer a infraestrutura para enfrentar desafios futuros de saúde pública.