Economia
O dólar caiu ao menor nível em quase dois meses nesta quinta-feira, fechando a R$ 5,061, em um dia marcado pelo alívio nos mercados internacionais e pela entrada de capital estrangeiro no Brasil.
Por outro lado, a bolsa de valores brasileira avançou 1,88%, enquanto os preços do petróleo registraram queda em meio à diminuição das tensões no Oriente Médio.
Os investidores reagiram positivamente após a divulgação de dados de inflação nos Estados Unidos, que indicaram a possibilidade de uma postura mais branda do Federal Reserve (Fed) quanto aos juros, o que tende a fomentar o interesse em ativos de países emergentes.
Principais números:
- Dólar à vista: R$ 5,061 (-0,93%)
- Ibovespa: 177.158 pontos (+1,88%)
- Petróleo Brent: US$ 86,88 (-1,37%)
- Petróleo WTI: US$ 83,59 (-1,03%)
Câmbio recua
A cotação do dólar encerrou a quinta-feira em queda, vendida a R$ 5,061, uma redução de R$ 0,04 (-0,93%) em comparação ao fechamento anterior, alcançando o valor mais baixo em quase dois meses.
A queda se deve, em grande parte, ao ambiente nos Estados Unidos, onde dados revelaram que o núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE) subiu apenas 0,1% em junho, contra uma expectativa de 0,2%.
Esses números reforçaram a percepção de que o Fed pode manter as taxas de juros estáveis no curto prazo. Com isso, o dólar se enfraquece no cenário internacional, enquanto os investidores procuram por investimentos mais lucrativos, beneficiando moedas de economias emergentes como o real.
No mercado interno, outra contribuição veio do aumento da participação de investidores estrangeiros, especialmente interessados em ações de grandes empresas brasileiras.
Ademais, no panorama internacional, o índice DXY, que calcula o desempenho do dólar em relação a uma cesta de moedas fortes, recuou 0,93%, impactado pela valorização do iene japonês.
Ibovespa dispara
Com o cenário externo mais animador, a bolsa de valores do Brasil teve um dia positivo.
O índice Ibovespa subiu 1,88%, encerrando o pregão com 177.158 pontos, recuperando as perdas sofridas após a decisão de juros do Federal Reserve no dia anterior.
O mercado também se inspirou nas bolsas internacionais, que tiveram os seguintes desempenhos:
- Dow Jones: +1,19%
- S&P 500: +1,67%
- Nasdaq: +2,78%
No mercado brasileiro, a expectativa é de uma possível redução da taxa Selic nos próximos meses, influenciada por dados de inflação mais estáveis, o que beneficiou ações de bancos, petroleiras e mineradoras.
Petróleo cai
Os preços do petróleo no mercado internacional registraram queda após devolverem ganhos fortes do dia anterior.
O petróleo tipo Brent, referência global, caiu 1,37%, fechando a US$ 86,88 por barril, enquanto o WTI teve queda de 1,03%, cotado a US$ 83,59.
Nesta madrugada, os preços subiram em resposta a novos conflitos entre Estados Unidos e Irã, mas o mercado ajustou o preço de risco ao avaliar que as tensões no Estreito de Ormuz ainda não impactaram o abastecimento global permanentemente.
Os investidores também se mantêm atentos à próxima reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), que pode discutir ajustes nos níveis de produção.
*Com informações da Reuters
