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Dólar permanece estável, mas registra queda acumulada em julho

Na última sexta-feira de julho, o dólar apresentou uma leve valorização, estimulada pela busca de investidores por proteção frente às tensões no Oriente Médio e ao fortalecimento da moeda norte-americana globalmente. Apesar desse aumento diário, a moeda registrou uma queda de 1,82% ao longo do mês. Sob o mesmo cenário, o Ibovespa, principal índice da B3, encerrou julho com um avanço de quase 3,5%, enquanto o petróleo teve um aumento expressivo de mais de 20%, pressionado pelas escaladas de conflitos entre os Estados Unidos e o Irã.

Câmbio

Na sexta-feira, o dólar à vista foi negociado a R$ 5,069, marcando um acréscimo de 0,13% comparado ao fechamento do dia anterior. Essa elevação ocorreu após o encerramento da disputa em torno da Ptax, a taxa utilizada para o ajuste da dívida pública atrelada ao dólar e das reservas internacionais.

Internacionalmente, a cotação do dólar foi beneficiada pela valorização no mercado mundial, em um contexto de maior aversão ao risco. As tensões no Oriente Médio também contribuíram para esse movimento, com discursos do presidente Donald Trump aumentando a preocupação com o conflito com o Irã, além dos contínuos problemas na Faixa de Gaza.

A elevação dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA também apoiou a estabilidade do dólar. Tal movimento foi impulsionado por declarações de autoridades do Federal Reserve favorecendo um aumento nas taxas de juros. Apesar da subida dessa sexta, a moeda estadunidense caiu 1,82% no acumulado do mês, com um decréscimo de 7,73% ao longo do ano.

Fatores como a valorização do petróleo, o influxo de investimentos estrangeiros no Brasil e as elevadas taxas de juros no país foram determinantes para essa baixa mensal do dólar.

Ibovespa

O Ibovespa subiu 0,47% no último dia de julho, atingindo 177.999 pontos, o maior fechamento desde o dia 14 de maio. Este desempenho positivo ocorreu mesmo após um problema técnico na B3 que atrasou a abertura dos mercados por mais de duas horas. O índice acumulou um ganho de 3,47% no mês e uma valorização de 10,47% no ano de 2026, interrompendo uma sequência de quatro meses de perdas.

No entanto, o problema técnico na B3 não teve um impacto significativo na direção do mercado, conforme a bolsa explicou que a falha se originou de um componente na infraestrutura de pós-negociação, sem sinais de ataque cibernético.

Petróleo

O petróleo fechou julho com um aumento significativo, o maior desde março. O preço do barril de Brent, referência internacional, subiu 1,21%, fechando a US$ 87,93. Já o petróleo WTI, do Texas, avançou 1,29%, atingindo US$ 84,67. No mês, o Brent acumulou um aumento de 23,5% e o WTI de 21,8%, impulsionados por tensões geopolíticas.

O agravamento das tensões entre os Estados Unidos e o Irã foi um fator crucial. O Irã relatou a interceptação de navios-tanque no Estreito de Ormuz e mencionou ataques a instalações americanas. O governo americano respondeu endurecendo seu discurso, o que gerou receios sobre possíveis restrições ao transporte de petróleo na região.

Os mercados também direcionaram suas atenções para a reunião da Opep+ no final de semana, onde se discutiriam os próximos passos sobre os níveis de produção da commodity.