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Novo centro de inteligência prisional atua para melhorar segurança carcerária

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) anunciou na última quarta-feira (19) que o Centro Nacional de Inteligência Penal (Cnip) começará a funcionar ainda neste mês de agosto. A iniciativa visa a integração entre forças de segurança para combater o planejamento de delitos a partir dos presídios do Brasil.

Estrutura e Objetivos

O Cnip é uma nova estrutura que irá reunir os órgãos de inteligência das polícias penais, tanto em nível federal quanto estadual e no Distrito Federal. Essa centralização visa uniformizar os protocolos de segurança e dificultar a organização de crimes a partir do ambiente prisional.

Criado em junho de 2026 pela Portaria Ministerial 1.234, o Cnip está integrado ao projeto Padrão Segurança Máxima. Esse projeto é parte do programa Brasil Contra o Crime Organizado, que busca fortalecer a segurança nacional através de iniciativas coordenadas.

A função do Cnip é coordenar a Rede Nacional de Inteligência Penitenciária (Renipen) com atuação em regime contínuo. O intuito é integrar, consolidar e disseminar inteligência penal, monitorar crises e oferecer suporte técnico à Secretaria Nacional de Políticas Penais e às entidades federativas.

Desafios e Estratégias

De acordo com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, é crucial sufocar a comunicação entre membros de organizações criminosas dentro dos presídios. Ele destacou a necessidade da integração entre forças de segurança federais e estaduais para combater especialmente a entrada ilegal de celulares nas prisões.

O ministro frisou que os celulares representam um grande problema na segurança pública, contribuindo para delitos como roubo, furto e receptação. “Os celulares fazem parte de uma cadeia criminosa que, frequentemente, termina nas mãos do crime organizado nos presídios”, afirmou.

Operações e Resultados

Durante uma coletiva de imprensa, o MJSP apresentou resultados de operações como a Operação Última Chamada, realizada de 10 a 19 de agosto. Nesta operação, foram recuperados 6.052 celulares e 97 pessoas foram presas em flagrante. Além disso, 227 estabelecimentos comerciais foram fiscalizados e mais de 33 mil alertas foram enviados a pessoas com dispositivos irregulares.

No ambiente penitenciário, ações da Secretaria Nacional de Políticas Penais, em parceria com estados e o Distrito Federal, resultaram na apreensão de 2.254 celulares entre maio e agosto de 2026. Neste período, quase 9,9 mil celas em 295 unidades prisionais foram revistadas.

Impacto e Importância

Houve uma redução de 4,5% nos roubos e furtos de celulares, caindo de 225.644 casos no primeiro trimestre de 2025 para 215.589 no mesmo período de 2026. Para o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, é fundamental interromper o ciclo de crimes que se inicia com o roubo de celulares e se estende à sua chegada aos presídios. “Esse ciclo impacta diretamente a sociedade, facilitando delitos como golpes e crimes letais. Romper essa cadeia é um passo vital”, afirmou Garcia.